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CSP ONLINE - NOVA SÉRIE - EXTRA - JORNADAS 2014

 

 CARTA DE SÃO PAULO - ONLINE - EXTRA

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APRESENTAÇÃO

Marizilda Paulino

Nas Jornadas da EBP-SP em 12 e 13 de setembro de 2014 vamos conversar sobre o trauma.

MARIZILDAO IX Congresso da AMP com o tema Um real para o século XXI, demonstrou, de diversas maneiras, o impossível de dizer, o não-eliminável de uma análise, o acaso, a contingência com que esbarramos na vida e que promove marca indelével em cada sujeito. Marca que, como Freud já dizia, fixa-se no inconsciente e acaba exercendo uma atração, como um imã, provocando outras marcas e dando uma orientação para a vida.

Hoje em dia, fala-se muito: estou estressado, sofro de estresse, estressei!, traumatizei!, “tô traumatizado”, expressões até banalizadas, mas nos remetem ao que de insuportável a vida nos traz. Situações de violência nas ruas, em casa, nas escolas; a intolerância cada vez maior no convívio com o outro; o narcisismo exacerbado que leva ao gozo autista; o real que nos provoca, nos desconcerta. Pequenos exemplos de situações que promovem um "não saber o que fazer" quando acontecem. 

Vemos que o trauma, o traumático, faz parte essencial das descrições sintomáticas e das experiências analíticas vividas. 

Mas como lidar com isso? Como fazer a partir disso? 

Podemos falar que o trauma existe e pode ser observado nos sintomas neuróticos, por excelência; nos sonhos, particularmente, os de angústia; pelas repetições que se observam nas neuroses, nas neuroses de guerra; nos corpos marcados pelas doenças, nas crises de angústia, em situações de depressão, para citar algumas de suas manifestações.

Temos, ainda, definido pelo DSM, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) que se refere à vivência de um trauma emocional muito intenso: catástrofes naturais, agressão física, estupro, sérios acidentes; situações relacionadas a uma ameaça real ou possível à vida ou à integridade física ou mental. O TEPT entrou no lugar das neuroses no DSM.

Seguindo Freud, podemos falar em dois momentos necessários do trauma: um do próprio acontecimento – que faz a marca; e o outro, quando em uma contingência qualquer aquela marca é reavivada, caracterizando o trauma propriamente dito; daí a produção do sintoma neurótico, cuja etiologia, sabemos, é sexual.

Há uma situação vivida ou imaginada, um período de latência, uma contingência posterior que será interpretada como traumática pelo sujeito: daí, o sintoma.

Em Lacan, podemos dizer que o verdadeiro trauma para o sujeito é a existência da linguagem; é sua dependência em relação ao significante que o constitui como sujeito; não se trata de algo acidental, mas sim fundamental e estrutural na vida do falante.

A noção de trauma, como impossível de nomear e como algo que retorna, toma corpo a partir do Seminário 11, Lacan aproxima o trauma da ideia de Real. O que causa o trauma é o encontro necessário e também contingente do sujeito com a linguagem, que incide em seu corpo e o traumatiza, faz furo. É o troumatisme.

Podemos pensar em algumas manifestações do trauma: nas grandes catástrofes vividas pela massa, como por exemplo, no ataque às Torres Gêmeas em Nova Iorque em 2001, um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT); nas situações individuais, sejam acidentes sofridos pelos pacientes ou os pequenos-grandes traumas da vida de cada um, e nas crises individuais que levam os pacientes a nos procurar, muitas vezes pedindo textualmente para que os ajudemos a se livrarem de seus traumas; nos sintomas neuróticos; nos sintomas corporais.

Percebemos ainda o trauma no contexto das urgências de tratamento nos hospitais, e o trauma/urgência que aparece nos consultórios, bem como nos sintomas da contemporaneidade.

Por que trabalhar o trauma em nossa comunidade? Qual a especificidade do trauma em psicanálise de orientação lacaniana?

Por que alguns adoecem a partir da vivência de situações traumáticas e outros não? Como podem ser elaborados esses sintomas? Que recursos a psicanálise hoje tem para lidar com estas questões? A que nos leva essa clínica dita do Real?

Podemos falar em uma clínica do trauma? 

Como a psicanálise hoje em dia vê o trauma? Algo mudou desde a época em que Freud o definiu?

De acordo com Lacan, todo ser falante não escapa ao trauma que o ingresso na linguagem lhe traz. 

É isso que nos interessa trabalhar nessas Jornadas de 2014.  

Teremos uma Plenária que discutirá "O trauma e seus conceitos" na sexta-feira e, no sábado, uma Mesa Redonda que tratará de "O curável e o incurável".

Os trabalhos serão apresentados em Mesas Simultâneas no sábado pela manhã.

Os Seminários de Vicente Palomera serão ministrados na sexta-feira e no sábado após a Plenária e a Mesa Redonda.

Um coquetel na sexta-feira receberá todos os participantes das Jornadas.

 

EIXOS TEMÁTICOS

EIXOS TEMÁTICOS - MESAS SIMULTÂNEAS

Marizilda Paulino

Diariamente, nos deparamos no consultório com situações que remetem aos traumas de cada um através dos sintomas, dos corpos afetados pelas doenças, das crises de angústia provocadas por agressões físicas, dos acidentes pessoais, grandes ameaças à integridade física ou mental, muitas das quais caracterizando-se como uma urgência a ser atendida e solucionada.

Gostaríamos de debater essas e outras questões que a clínica traz pela apresentação de trabalhos nas Mesas Simultâneas que acontecerão no sábado, dia 13/09, pela manhã.

Sugerimos os seguintes eixos formulados por membros da Comissão Científica das Jornadas da EBP-SP 2014:

 

TRAUMA E CORPO

Maria Cecília Galletti Ferretti

portinari-TRAUMA2Como podemos ligar, no bojo da teoria psicanalítica, trauma e corpo? Na medicina, a junção é imediata:
a lesão no corpo de uma violência externa. A psicanálise, desde Freud, transporta para o psíquico os efeitos desta violência externa. Lacan, ao considerar a não separação entre corpo e linguagem e ao falar em corporização significante, entende como traumatismo, do qual somos verdadeiramente tributários, aquele referente à relação singular com a língua.

Os fenômenos das desregulações do corpo fazem pensar numa biologia lacaniana, já que o corpo, fazendo signo de real, pede a invenção de algo que contorne um furo que se insere, também ele, no real. Lacan remete as relações entre o corpo e o trauma ao seu  conhecido aforismo “não há relação sexual”. Assim, o ensino lacaniano nos instiga a darmos conta deste tema que é dos mais clássicos na história do pensamento.

 

TRAUMA E SINTOMA

M. Bernadette S. de S. Pitteri

PORTINARI-GUERRA E PAZFreud relacionou a experiência do trauma à fantasia, em seguida à repetição e à pulsão de morte, postulando o trauma como inassimilável. Lacan afirma que, no ser falante, a linguagem é traumática, ou seja, como ser falante, o humano é afetado de imediato pelo trauma da linguagem. Em momentos nos quais as palavras faltam para nomear determinado acontecimento, isto acaba se traduzindo em sintoma.

Lacan passa do trauma ao troumatismo da linguagem, limite desta, e aponta para algo que ultrapassa o simbólico e o imaginário - o real -, inassimilável ao simbólico e irrepresentável pelo imaginário. 

A cura pela fala basta para tratar o trauma, se este se inscreve desde sempre no humano, atualizando-se a cada experiência não traduzível em palavras? Ou ainda, como acessar o real inassimilável?

URGÊNCIAS TRAUMÁTICAS

Patrícia Badari

GUERRA E PAZPORT2O que é uma urgência traumática? Poderíamos dizer que é um fato, um evento, uma palavra, uma imagem,
que irrompe e desarticula o arcabouço que sustentava o sujeito na vida? É o momento em que há a suspensão de uma significação, um descompasso entre um mundo que tem uma lei e a irrupção de um real sem lei? Qual a relação do trauma com a dimensão do tempo e espaço? A irrupção de um sem sentido rompe com o contínuo do tempo? Destitui o sujeito de seu lugar no mundo?

O que leva à incidência do acontecimento traumático? Quando se produz um traumatismo? Será no um a um da experiência analítica que poderemos verificar a incidência diferente para cada sujeito da irrupção de um sem sentido, de um corte, de uma cisão e as respostas singulares a estes acontecimentos imprevistos?

TRABALHOS

Os trabalhos deverão ser enviados até o dia 25/08/2014 para:

Cássia Maria Rumenos Guardado ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) e

Marizilda Paulino ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Devem ter até 6.000 caracteres (com espaços e referências, colocadas ao final do trabalho), escrito em Times New Roman, corpo 12, espaço duplo, texto justificado.

 

VICENTE PALOMERA

Vicente Palomera é psicanalista em Barcelona, membro da ELP – Escola Lacaniana de Psicanálise e da AMP – Associação Mundial de Psicanálise e docente da Seção Clínica de Barcelona; Doutor pelo Departamento de Psicanálise da Universidade de Paris VIII; Presidente da Federação Europeia de Escolas de Psicanálise (2007-2010) e autor de artigos em diversas revistas especializadas e dos livros: Posición del analista (Tres Haches, Buenos Aires, 2004), Amor, cuerpo, locura (CIEC, Cordoba, 2005), De la personalidad al nudo del síntoma (Gredos, Madrid, 2012), Pioneros de la psicosis (Gredos, Madrid, 2014).

Vicente Palomera é o convidado internacional para ministrar o Seminário das Jornadas da EBP-SP 2014 e propõe o seguinte argumento: 

VARIEDADES DO TRAUMA

Vicente Palomera

VICENTE PALOMERAA atualidade revela, dia a dia, a multiplicação das conjunturas traumáticas e a fragilidade dos sujeito em nosso mundo. A clínica psicanalítica ensina que as sequelas do trauma – os chamados distúrbios pós-traumáticos – dependem sempre da leitura que o sujeito faz do acontecimento traumático. Dependendo desta leitura, o acontecimento será mais ou menos traumático.

Freud viu desde cedo que as marcas de nosso próprio inconsciente são as que fazem com que o umbral do insuportável não seja idêntico para todos. É fato que existem sujeitos mais resistentes ao trauma que outros. O paradoxo é que o discurso do mestre oferece sempre uma resposta padrão para tipificar o trauma. 

As resistências ao trauma e a variedade do sintoma se opõem à política do “trauma para todos!” 

COMO SE INSCREVER E COMISSÕES

As inscrições poderão ser feitas na secretaria da EBP-SP (Rua João Moura, 627 cj. 193) ou através de depósito bancário (Banco Itaú, ag. 0188, c/c 65.666-4, em nome da EBP-SP, CNPJ 02.252.068-0001-93).

Os comprovantes (com o nome do inscrito especificado) deverão ser encaminhados por fax (tel.: 3063-1626) ou pelo e.mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. (Assunto: Inscrição para as Jornadas 2014) para que as inscrições sejam efetivadas.

Membros da EBP, Aderentes, Correspondentes da EBP-SP e Profissionais

Até 10/8: $280,00 à vista ou 2X $150,00

Até 5/9 : $300,00 à vista ou 2X $160,00

Até 11/9: 320,00 à vista

No local: $340,00

Estudantes de Graduação e de Institutos *

Até 10/8: $180,00 à vista ou 2X $100,00

Até 5/9 : $200,00 à vista ou 2X $110,00

Até 11/9: 220,00 à vista

No local: $240,00

* é necessário apresentar comprovante.

 

COMISSÕES DAS JORNADAS 2014


COMISSÃO CIENTÍFICA

Cássia Maria Rumenos Guardado

Leny Mrech

Luiz Fernando Carrijo da Cunha

Maria Bernadette Pitteri

Maria Cecília Galletti Ferretti – Coordenação

Marizilda Paulino

Patrícia Badari

Sandra Arruda Grostein


DIVULGAÇÃO

Marilsa Basso – Coordenação

Paola Salinas

Patrícia Bichara

Niraldo de Oliveira Santos

Rosângela Aparecida dos Santos

Teresa Genesini


LIVRARIA

Claudia Aldigueri Rodriguez

Paula Caio

Paula Catunda


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS/RESENHAS

Alessandra Sartorello Pecego

Cynthia de Freitas Frias – Supervisão

Eliana M. Figueiredo – Coordenação

Elza Mendonça de Macedo

Fabíola Ramon

Jovita Lima

Mariana Ferretti Moritz

Maria Noemi de Araújo

Perpétua Medrado – Coordenação

Thiago De Vicenzo



TESOURARIA

Maria Helena Barbosa


INFRAESTRUTURA

Cynthia de Freitas Farias – Coordenação

Milena Vicari Crastelo – Coordenação

Anselmo de Assis Nunes – Secretário da EBP-SP

Paola Salinas

Patrícia Bichara

Rosângela Aparecida dos Santos


BOLETIM

Marizilda Paulino

Daniela de Camargo Barros Affonso


MÍDIA

Maria Marta Ferreira


ARTE GRÁFICA

Mauro de Souza Rodrigues

 

COORDENAÇÃO GERAL

Marizilda Paulino

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Eliana Machado Figueiredo

Perpétua Medrado Gonçalves

Reunimos algumas referências e resenhas produzidas para as Jornadas da EBP-SP 2014.

Encontram-se aqui textos que visam orientar a preparação das Plenárias e trabalhos para as Mesas Simultâneas.

O grande número de textos selecionados mostra como as Jornadas mobilizaram o desejo de elaboração e de transmissão do trabalho de cada um, o que resultou numa bibliografia ponderada sobre o trauma. Além dos textos escolhidos para compor a bibliografia, alguns colegas foram convidados a produzir resenhas e comentários que serão publicados nos Boletins. 

Esperamos que o trabalho da Comissão de Referências auxilie na produção, no debate e na reflexão crítica sobre o tema.

Agradecemos a todos os colegas que estão tornando possível a realização desse rico trabalho!

TEXTOS DE VICENTE PALOMERA

Abertura do CPCT da Elp. En: OpçãoLacaniana, Vol. 42, Fevereiro, 2005.

Amor, cuerpo, locura.Publicación del CIEC, ColecciónGrulla, Cordoba, 2007.

Barceloneet les Forums Psys.En: La Lettre Mensuelle, Vol. 22, 7Avril, 2004.

Cartadesde La Alhambra.En: El Observatorio Psi, Vol. 1, Febrero, 2004. LEIA MAIS...

 

TEXTOS SOBRE TRAUMATISMO

ANSERMET, François. Traumatismo psíquico. Clínica da Origem, a criança entre a medicina e a psicanálise. Contra Capa: RJ, 2003.

ARENAS, Alicia. Entre o tipo clínico e o caso único. Opção Lacaniana, São Paulo: Eolia, n.51, 2008, p.83-85.

Resumo: Com o enunciado do Real, recentemente Jacques-Alain Miller disse que o ensino de Lacan trouxe ao mundo as repercussões do traumatismo instalado pela descoberta freudiana, que durante muitos anos foi obturada. O próprio da psicanálise é uma forma de vínculo social que exige que o analista encontre formas de operar com o que, precisamente, escapa. A perspectiva do real como orientación exige mirar as coisas a partir do furo. O que mais interessa não é quanto é possível decifrar, já que não estamos em busca de nenhuma verdade. O furo se expressa bem no trauma que alguém traz em uma urgência subjetiva. O furo da urgência se apresenta como um real sem a lei do Outro, pois traz um silêncio em relação à história. 

Palavras-chave: real; urgências subjetivas; furo; direção do tratamento.

BARROS, Fernanda O. LEIA MAIS... 

 

TEXTOS DE FREUD

FREUD, S. (1920). Além do princípio do prazer. Obras Completas, Ed. Standard Brasileira, vol. XVIII, Rio de Janeiro, Imago, 1996.

FREUD, S. (1937) Análise terminável e interminável. Obras Completas, Ed. Standard Brasileira, vol. XXIII, Rio de Janeiro, Imago, 1980.

FREUD, S.(1996 [1916-17]) Conferência XVIII: Fixação em traumas. O inconsciente. Obras Completas, Ed. Standard Brasileira, vol. XVI, Rio de Janeiro, Imago, 1980¬¬, p. 287.

FREUD, S. (1926 [1925]). Inibições, sintomas e ansiedade. Obras Completas, Ed. Standard Brasileira, vol. XX. Rio de Janeiro, Imago, 1996, p. 17. LEIA MAIS...

 

TEXTOS DE LACAN

LACAN, J. A família. Lisboa: Assírio & Alvim, 1987. 

Sobre trauma - págs.: 28, 30, 31, 43, 47, 73, 74, 76, 78 e 81.

LACAN, J. A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud (1957). In Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 496; p. 498: “Entre o significante enigmático do trauma sexual e o termo que vem substituí-lo em uma cadeia significante atual faltava encontrar “a faísca que fixava o sintoma”.

LACAN, J. A psiquiatria inglesa e a guerra. In Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.106-126. Publicado em L’ÉvolutionPsichiatrique, vol. I, 1947, e em La Querelle des diagnostics, Navarin, 1986.  

LACAN, J. Função e campo da fala e da linguagem. Relatório do Congresso de Roma, realizado no Instituto di Psicologia della Universitá di Roma, em 26 e 27 de setembro de 1953. In Escritos (1966) Trad. Vera Ribeiro. 1ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1998, p. 238-323. Também em La Psychanalyse, Paris, PUF, vol., I 1956, p. 81 a 166. Edição original francesa: Écrits. Paris: Éd. du Seuil, 1966. LEIA MAIS...

 

TEXTOS DE LAURENT

Palavras-chave: psicanálise; Congresso da AMP; gozo; sinthoma. 

LAURENT, Éric. A sociedade do sintoma. In A sociedade do sintoma. A psicanálise, hoje. Rio de Janeiro: Contracapa, 2007, p. 163-177. E também: Revista Quarto n. 79, junho 2003. 

http://www.congresamp2014.com/pt/Bibliografia/Bibliographie-AMP-2014.pdf

P. 167: “A forma atual da civilização é perfeitamente compatível com o caos...”

P. 173: “Se quisermos formular uma experiência originária de gozo, impor-se-á o reencontro troumatique com o sintoma. À alloverdose respondem os pequenos furos particulares de cada sujeito liberado da tirania de gozar de “tudo”. Trata-se de um gozo estrangeiro, mas que é uma presença inédita em meu mundo. Isso não é eu, mas é nisso que o sujeito como resposta do real se encontra.”

P. 174: “O psicanalista se orienta pelo real do sintoma, sempre parcial, “pedaço de real”.

P. 175: “Transmitir o encontro com esse real demonstrado pela contingência irredutível dos traumas e dos encontros de gozo é o que Lacan chamou de “fazer o sujeito crer em seu sintoma”.

LAURENT, Éric. (2004) Hijos del trauma. BELAGA, Guillermo. (Comp.) La urgencia generalizada: la práctica en el hospital. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2006, p.23-29. LEIA MAIS...

 

TEXTOS DE MILLER

MILLER, J.-A. A invenção psicótica. Opção Lacaniana, São Paulo: Eolia, n.36, p. 6-16, maio 2003. 

Resumo: Por não poder recorrer aos discursos estabelecidos, o psicótico precisa inventar seus próprios recursos para resolver seus problemas de ser falante. Na esquizofrenia trata-se de inventar a relação com um corpo que não está preso a um discurso estabelecido, na paranoia a relação com um Outro, ao passo que ao melancólico resta chorar a impossibilidade de invenção. É precisamente o traumatismo do significante, de alíngua, o que impõe a invenção subjetiva. Trata-se da invenção do sentido, que sempre é mais ou menos um delírio, seja o dos discursos estabelecidos, ou o dos verdadeiramente inventados. 

Palavras-chave: invenção; psicose; significante; órgão-linguagem; delírio.

MILLER, J.-A. Biologia lacaniana e acontecimento de corpo. Opção Lacaniana, São Paulo: Eolia, n.42, maio 2004, p. 9-24.

MILLER, J.-A. Del sintoma al matema. Pontuaciones (1996). La singularidad del síntoma, Lectura lacaniana, p. 311. “Inhibición, sintoma y angustia”, p. 315. Conferencias porteñas: tomo II. Buenos Aires: Paidós, 2009. 

MILLER, J.-A. El esp de un laps. El ultimísimo Lacan. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller. Buenos Aires: Paidós, 2013, p. 9-22. LEIA MAIS...

LIVROS

A violência: sintoma social da época. DEREZENSKY, Ernesto e MACHADO, Ondina (Orgs.) Belo Horizonte: Scriptum Editora, 2013.

La urgencia generalizada: la práctica en el hospital. BELAGA, Guillermo. (Comp.) Buenos Aires: Grama Ediciones, 2006, 

REVISTAS

Mediodicho  - Revista Anual de Psicoanálisis EOL – Sección Córdoba, n.39, noviembre de 2013.

La Cause Du Désir. Revue de Psychanalyse, Trauma. Les traumatismes dans la cure ttanalitique. nº 86. Navarin Editeur: Paris, Février 2014.

 

Editora: Bernadette Pitteri                        Revisora: Daniela Affonso
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